google.com, pub-6379231347475719, DIRECT, f08c47fec0942fa0 Silvânio Rockers: Firebug

Firebug


Firebug - Firebug (2003)


01. Gimme Your Love
02. Commercialized Man
03. I´Ll Be Your Guide
04. Not Anymore
05. Strange (But Nice)
06. Remember
07. Boarding Time
08. Pepperspray
09. The Thoughest Way
10. Barrel Of Truth
11. You And Me
12. Coming Home
13. Gimme Your Love (Versão Em Português)

(Bônus Track)
14. Revolta

15. Estranho

16. Terminou
17. Bate-Volta
18. Gimme Your Dub
19. Coming Dub
20. Boarding Dub


A Firebug foi uma das bandas mais sofisticadas e influentes da cena de música
jamaicana no Brasil durante os anos 2000. Formada em São Paulo em 2002, a banda
correu na contramão do "reggae roots" comercial que dominava as rádios na época.
O foco do trio era o resgate purista do Ska tradicional (First Wave/Traditional),
do Rocksteady e do Early Reggae dos anos 1960 e 1970, inspirando-se diretamente
na era de ouro do selo jamaicano Studio One.

Com composições predominantemente em inglês, arranjos instrumentais impecáveis
e uma estética vintage, a Firebug cativou um público heterogêneo composto por
skatistas, surfistas, mods, rudes boys/girls e entusiastas da cultura de vinil.

FORMAÇÃO E INTEGRANTES (O ENCONTRO DE GIGANTES)

A banda operava como um "power trio" de imensa bagagem técnica e musical:

* Felipe "Maxado" Machado (Vocal e Guitarra): Conhecido pelo seu timbre de tenor
  suave e marcante, Maxado era a voz e a força melódica do grupo, mestre em
  contar histórias com a cadência clássica do rocksteady.
* Victor Rice (Baixo e Produção): Produtor e músico nova-iorquino radicado no
  Brasil (morador do icônico Edifício Copan na época). Rice foi uma figura 
  central na terceira onda do ska americano (tendo tocado no Stubborn All-Stars
  e New York Ska-Jazz Ensemble) e trouxe sua expertise de estúdio analógico.
* Rodrigo Cerqueira (Bateria e Percussão): Músico experiente, ex-baterista da 
  lendária banda de ska paranaense Skuba, e integrante do projeto Reggae B 
  (ao lado de Bi Ribeiro, dos Paralamas do Sucesso).

A IDENTIDADE SONORA:

A Firebug se orgulhava de se afastar dos clichês do reggae nacional. Em 
entrevistas na época, os integrantes brincavam que suas músicas não abordavam
a "tríade clássica" do reggae comercial (Maconha-Cachoeira-Jah). Eles também
evitavam o uso das cores pan-africanas (verde, amarelo e vermelho) nos palcos,
preferindo uma identidade visual mais urbana e minimalista. O som misturava a
síncope jamaicana com influências de surf music, country antigo e soul americano.

 DISCOGRAFIA

A produção de estúdio da banda foi refinada e distribuída tanto no mercado
nacional quanto no internacional:

* Firebug (2003 - Radiola Records / Leech Records)
  Gravado no clássico Estúdio El Rocha em São Paulo. O álbum de estreia trouxe
  20 faixas imersas no ska tradicional e rocksteady purista. Teve lançamento 
  europeu em 2004 pelo selo suíço Leech.

* On The Move (2006 - Radiola Records / Jump Up! Records)
  O segundo disco consolidou o alcance global da banda, sendo lançado nos EUA
  pela lendária gravadora Jump Up! Records. O álbum manteve o foco no inglês,
  porém trouxe uma icônica exceção: uma faixa em português com a participação
  do rapper B.Negão (Planet Hemp / Seletores de Frequência). Na turnê deste disco,
  a banda abriu shows para os nova-iorquinos do The Slackers no Brasil.

* Outra Coisa (2010 - Radiola Records)
  O terceiro álbum cheio do trio, mantendo a clássica produção analógica, timbres
  quentes e fechando com chave de ouro o ciclo de lançamentos oficiais do grupo.

O FIM DA BANDA E LEGADO RECENTE

Embora a Firebug tenha encerrado suas atividades após o terceiro disco, a 
parceria artística entre seus membros continuou viva. Victor Rice estabeleceu-se
como um dos produtores mais requisitados do Brasil (vencendo inclusive prêmios
Grammy Latino por seus trabalhos de mixagem/dub). 

Em 2021, Felipe Maxado lançou o EP solo "Upon a Smile" através do selo belga
Badasonic Records. O trabalho foi totalmente produzido por Victor Rice, que
declarou publicamente na ocasião: "Para mim, o Maxado era a Firebug, e fico muito
feliz em ver um disco com o nome dele".

A Firebug permanece na história da música brasileira como o maior sinônimo de
ska tradicional de alta qualidade feito na América do Sul nos anos 2000.