Mostrando postagens com marcador Mutabaruka. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mutabaruka. Mostrar todas as postagens

Mutabaruka


Mutabaruka ‎- Life & Lessons (2009)

01. The Beginning the End
02. Would You
03. Marcus Garvey Speaks (Life & Lesson)
04. Sitting in My Hotel Room
05. A Girl Called Johannesburg
06. Woman Of Life
07. My Revolution
08. History
09. Body Count
10. Lucky (A Tribute)
11. Mr. & Mrs Teke Teke
12. The Same Old Story (Keeps on Repeating)
13. Watch It
14. Would You (Dub Mix)
15. Lucky (Dub)

The Mighty Diamonds & Mutabaruka


The Mighty Diamonds & Mutabaruka - Live At Reggae Sunsplash (1992)

01. The Root is There
02. Pass the Kutchie
03. Right Time
04. I Need a Roof
05. Have Mercy
06. Why Can't You And I Be Friends
07. Gemini And Saturn
08. Keep On Moving
09. Every Time I `ere the Soun'
10. The System
11. Butterpan
12. Watch Him Watch Me
13. Hard Times Love
14. White Man Country
15. Drug Kulcha
The Mighty Diamonds faixas 1 a 8
Mutabaruka faixas 9 a 15

Mutabaruka


Mutabaruka - Life Squared (2002)

01. Dem Seh
02. War A Gwaan Dung Deh
03. The Monkey
04. Time We Realize
05. Life And Debt
06. The Confusion Today (Wha A Gwan)
07. Muta Seh
08. I Truly Believe
09. Pele
10. Spirituality
11. Muta Seh #2
12. Mother Divine
13. One People
14. I Write A Poem
16. The Monkey - Mento Mix
17. Muta Seh #3
18. Dis Poem - Remix

Mutabaruka


Mutabaruka - Outcry (1984)

01. Prisoner
02. Outcry
03. Rememberance
04. Canaan Lan'
05. Any Means Necessary
06. Free Up De Lan'
07. Blacks In America
08. Sistas Poem
09. Black Queen
10. Nursery Rhyme Lament
11. Saga Of "Too Kool"

Mutabaruka


Mutabaruka - Check It! (1983)

01. Intro
02. Check It
03. De System
04. Evertime a Ear De Soun'
05. Witeman Country
06. Whey Mi Belang?
07. Say
08. Angola Invasion
09. Hard Time Loving
10. Butta Pan Kulcha
11. Sit Dung Pon De Wal
12. Naw Give Up

Mutabaruka


Mutabaruka -  Melanin Man (1994)

01. Beware
02. Haiti
03. People's Court Part II
04. Columbus Ghost
05. Dance
06. Miss Lou
07. Bone Lie
08. Killin
09. Garvey
10. Lamentation
11. Melanin Man
Mutabaruka ( Allan Hope) nasceu na cidade de Rae, Kingston em 26 dezembro de 1952. Após a instrução preliminar ingressou na High School técnica de Kingston, onde foi estudante por quatro anos. Treinado na eletrônica, deixou seu primeiro trabalho após aproximadamente seis meses e fez exame de emprego no Jamaica Telefone Companhia limitada. Durante seu tempo no Telefone Companhia começou a examinar o Rastafarianismo e a encontrá-lo mais significativo do que o Catolicismo Romano ou o radicalismo político em que se encontrava.No começo dos anos 1960's e no final dos anos 1970's havia um revival da consciência negra na Jamaica, na cola de um fenômeno similar nos Estados Unidos. Mutabaruka, então em sua juventude ingressou nesse movimento. Certamente, na escola leu muitos “livros progressivos” incluindo a alma do Cleaver de Eldrige no gelo e alguns que eram então ilegais na Jamaica, tal como o Autobiografia de Malcom X. Mutabaruka via a si mesmo como um revolucionário novo. Mas quando aprofundou sua investigação no Rastafarianismo, que tinha considerado uma vez como essencialmente a voz passiva, veio encontrar seu pensar mais radical do que aquele do grupo non-Rastafarian com que tinha se associado. Quando empregado ainda no Telefone Companhia, parou de pentear seu cabelo, deixou crescer as dreads, alterou sua dieta, e declarou a si mesmo como Rastafariano. Um grande número de seus amigos pensaram que ele estava ficando louco!O poema de Mutabaruka é direto e político. Essa realidade não é tão distante da nossa. Percebe-se o olhar crítico à política econômica do endividado Caricom, um similar do combalido Mercosul. As mazelas dos planos econômicos, a sua face visível, são o alvo do discurso poético. No plano estético, a cultura reggae se afasta de tudo o que se assemelhe ao verniz literário burguês. Opta por formas cotidianas do linguajar de rua, preservando um tom duro e agressivo. Isto evita que a linguagem soe burguesamente "educada".Elisões, junções, corruptelas, gírias, e uma fonética própria: "One be one", isto é, /bi/ ao invés de /bai/ (mas também one be one, pois se trata de uma dubiedade tipicamente poética). Isto está claramente demonstrado no título de outro poema de Mutabaruka: "Dispoem". A linguagem poética, neste caso, já é um protesto antes de veicular qualquer mensagem.Mutabaruka mantém-se fiel às origens e à cultura do seu povo. Ele diz, em sua poesia social, aquilo que acha ser preciso para uma conscientização e uma posterior libertação. Sua arte está a serviço de uma causa, que ele crê justa. Seu discurso soa sincero, sem nuances sofisticadas da suspeita sobre o seu sistema de valores ou a auto-crítica e a metalinguagem típicas do modernismo. Sua poesia, mais realista do que mística, não se sustenta no plano puramente estético ou transcendental, mas ao nível da vida.