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Trevor Roper: In Memoriam


Morre Trevor Roper:
Ex-vocalista e guitarrista da clássica banda Chalice! 

Trevor Roper, ex-vocalista e guitarrista da banda Chalice, morreu quarta-feira, 2 de janeiro de 2013 em Chicago - USA. Ele tinha 59 anos. Mary Miller, um amigo próximo de Roper, disse que ele sucumbiu a uma luta longa contra o câncer. Roper tinha vivido em Chicago desde o início de 1990. No momento da sua morte, ele foi assistente de instrutor de esportes aquáticos na ACM daquela cidade.
Trevor Roper era um membro original do grupo Chalice, formado em 1980. Ele cantou em vários dos sucessos do grupo, incluindo "Revival Time", "Good to be There", "Dancehall Philharmonic" e "Stew Peas". O guitarrista e vocalista Wayne Armond, também é um membro fundador do Chalice e amigo de Trevor, para quem dedica muitos elogios. Trevor Roper deixa seis filhos e oito netos.


Fonte: Surfreggae

Morre o percussionista Dino Cerqueira

Morre o percussionista Dino Cerqueira, ex-integrante da banda Adão Negro!



Morreu na noite desta terça-feira(31), em Salvador, o conhecido percussionista baiano Dino Cerqueira, que acompanhou a banda Adão Negro desde os primeiros anos da banda (1997) até chegar ao sucesso, quando teve que se afastar, em 2009, "devido aos graves problemas de saúde", de acordo com o guitarrista Duda Spínola. Para Duda, o amigo, que está sendo sepultado nesta quarta-feira (1º), às 17h, no cemitério Quinta dos Lázaros, era uma pessoa divertida e companheira. 

"Sempre que estamos juntos lembramos de bons momentos com ele e rimos. A lembrança que fica é de uma pessoa alegre", afirma Duda Spínola, por telefone.


De acordo com os músicos da Adão Negro, nos últimos 18 dias Dino estava internado no Hospital do Subúrbio. "Estão todos bastante abalados", diz o guitarrista Duda Spínola.



"Ele faleceu, em decorrência mesmo dos problemas cardíacos que o deixaram bastante debilitado, desde o último infarto que ele teve em 2008. O primeiro tinha sido em 2004 quando a banda morava em São Paulo, esse tinha sido mais brando, e ele se recuperou mais rapidamente, já esse último foi mais severo, ele se recuperou com mais lentidão, ficou com algumas sequelas, e sobreviveu até ontem", lamenta Duda. 



Em julho de 2005, o Surforeggae teve o prazer de acompanhar a banda em Curitiba (PR), onde se apresentou com a banda Hastaii e Andrew Tosh. Lá os momentos de descontração eram liderados por Dino. Com bastante vivência, uma boa conversa era sempre bem vinda. A equipe manda os mais sinceros sentimentos aos amigos e familiares.

Hoje Bob Marley completaria 67 anos, confira a matéria especial sobre o rei do reggae.

Hoje Bob Marley completaria 67 anos, confira a matéria especial sobre o rei do reggae.

Há 67 anos nascia o maior artista do terceiro mundo, Bob Marley, que com o título de rei do reggae figura entre os maiores mega stars da história da música. E não poderia ser diferente, pois, podemos dizer que ele foi o responsável não só por popularizar o reggae em todos os continentes mas também colocar a Jamaica no mapa. É claro que já havia toda uma cena em torno da música jamaicana que fazia sucesso principalmente entre os ingleses, mas de fato foi Bob Marley quem potencializou tudo isso no nível do mainstream.


Além da música... 
Sua trajetória é realmente diferenciada, tamanho respeito em seu país o tornou influente no meio social e político, inclusive promovendo o “One Love Peace Concert”, quando fez com que o Primeiro-Ministro Michael Manley e o líder da oposição Edward Seaga dessem as mãos em palco, foi então convidado para ir à sede das Nações Unidas, em Nova York, para receber a Medalha da Paz. Seu envolvimento com a política inclusive o fez sofrer um atentado contra sua vida, quando homens invadiram sua casa atirando contra ele, Rita Marley e o empresário Don Taylor.
Em abril de 1980, o grupo foi convidado oficialmente pelo governo do recém libertado Zimbábue para tocar na cerimônia de independência da nova nação. Essa foi a maior honra oferecida à banda e demonstrou claramente a sua importância no Terceiro Mundo.


O início na música
 Bob Marley deu os primeiros passos na música ao lado de seu amigo Bunny, com quem começou a tocar latas e guitarras improvisadas em casa. O som que os dois garotos faziam era influênciado pelas emissoras do sul dos Estados Unidos que conseguiam captar nos seus rádios e que tocavam músicas de artistas como Ray Charles, Curtis Mayfield, Brook Benton e Fats Domino, além de grupos como The Drifters que tinham muita popularidade na Jamaica. Então eles passaram a serem ajudados por Joe Higgs, que apesar de já possuir uma certa fama na ilha ainda morava em Trenchtown e dava aulas de canto para iniciantes. Numa dessas aulas Bob e Bunny conheceram Peter McIntosh.

Em 1962 Bob Marley foi escutado por um empresário musical chamado Leslie Kong que, impressionado, o levou a um estúdio para gravar algumas músicas. A primeira delas “Judge Not” logo foi lançada pelo selo Beverley’s. No ano seguinte Bob decidiu que o melhor caminho para alcançar o sucesso era em um grupo, chamando para isso Bunny e Peter para formar os "Wailing Wailers". O novo grupo ganhou a simpatia do percussionista rastafari Alvin Patterson, que os apresentou ao produtor Clement Dodd. Na metade de 1963 Dodd ouviu os Wailing Wailers e resolveu investir no grupo. O ritmo da moda na Jamaica então era o Ska que, com uma batida marcada e dançante, misturava elementos africanos com o rhythm & blues de New Orleans e que tinha Clement “Sir Coxsone” Dodd como um dos seus mais famosos divulgadores. Os Wailing Wailers lançaram o seu primeiro single, “Simmer Down”, atarvés da Downbeat de  Coxsone no fim de 1963 e em janeiro a música já era a mais tocada na Jamaica, permanecendo nessa posição durante dois meses. O grupo então era formado por Bob, Bunny, Peter, Junior Braithwaite e dois backing vocals, Beverly Kelso e Cherry Smith.


The Wailers 
Em meados de 1966 o envolvimento de Marley com a crença Rastafari  também estava crescendo e, a partir de 67, sua música começou a se refletir nisso. Os hinos dos Rude Boys deram lugar a uma crescente dedicação às canções espirituais e sociais que se tornaram a pedra fundamental do seu real legado, foi então que surgiu oficialmente os "The Wailers".

Rita também começava sua carreira como cantora com um grande sucesso chamado “Pied Piper”, um cover de uma canção pop inglesa. A música jamaicana, entretanto, havia mudado. A frenética batida do Ska deu lugar a um ritmo mais lento e sensual chamado Rock Steady. A nova crença Rastafari dos Wailers os colocou em conflito com Coxsone Dodd e, determinados a controlar seu próprio destino, os fez criar um novo selo, o Wail’N’Soul. Mas, apesar de alguns sucessos, os negócios dos Wailers não melhoraram muito e o selo faliu no fim de 1967. O grupo sobreviveu, entretanto, inicialmente como compositores de uma companhia associada ao cantor americano Johnny Nash que, na década seguinte, teria um grande sucesso com “Stir It Up”, de Bob.

Os Wailers então conheceram um homem que revolucionaria o seu trabalho: Lee Perry, cujo gênio produtivo havia transformado as técnicas de gravação em estúdio em arte. A associação Perry / Wailers resultou em algumas das melhores gravações da banda. Músicas como “Soul Rebel”, “Duppy Conqueror”, “400 Years” e “Small Axe” são clássicos e concerteza definiram a futura direção do reggae. Em 1970, Aston 'Family Man' Barrett e seu irmão Carlton (baixo e bateria, respectivamente) uniram-se aos Wailers. Eles eram a base da banda de estúdio de Perry e haviam participado em várias gravações do grupo. Os irmãos eram conhecidos como a melhor seção rítmica da Jamaica, status que continuariam pela década seguinte. Os Wailers eram então reconhecidos como grande sucesso na ilha, mas internacionalmente continuavam desconhecidos.


Da Jamaica para o mundo 
No verão de 1971 Bob aceitou o convite de Johnny Nash para acompanhá-lo à Suécia, ocasião em que assinou contrato com a CBS, que era também a editora do americano. Na primavera de 72 todos os Wailers já estavam na Inglaterra, promovendo o single “Reggae on Broadway”, mas sem alcançar bom resultado. Como última tentativa Bob entrou nos estúdios da Island Records, que havia sido a primeira a dar atenção ao crescimento da música jamaicana, e pediu para falar com o seu fundador, Chris Blackwell. Blackwell conhecia a fama dos Wailers e o grupo estava fazendo uma proposta irrecusável. Eles estavam adiantando 4 mil libras para gravar um álbum e para que, pela primeira vez, uma banda de reggae tivesse acesso as mais avançadas técnicas de gravação e fosse tratada como eram as bandas de rock da época. Antes dessa proposta as editoras achavam que um grupo de reggae só vendia em singles ou compilações com várias bandas.

Com o primeiro álbum dos Wailers, "Catch A Fire" era o começo de um longo caminho à fama e ao reconhecimento internacional. Embora "Catch A Fire" não tenha sido um hit instantâneo, o álbum teve um grande impacto na imprensa. 
 Em 73 o grupo também lançou o seu segundo álbum pela Island, "Burnin", um LP que incluía novas versões de algumas das suas mais velhas músicas, como: “Duppy Conqueror”, “Small Axe” e “Put It On”, junto com faixas como “Get Up, Stand Up” e “I Shot The Sheriff” (que no ano seguinte se tornaria um enorme sucesso mundial na voz de Eric Clapton, alcançando o primeiro lugar na lista dos singles mais vendidos nos Estados Unidos).


Bob Marley & The Wailers 
 No início do próximo ano, entretanto, Bunny e Peter deixariam definitivamente o grupo para embarcar em carreiras solo enquanto a banda começava a ser conhecida por Bob Marley & The Wailers. “Natty Dread” foi lançado em Fevereiro de 75 e logo a banda estava novamente na estrada. A composição harmônica perdida com a saída de Bunny e Peter havia sido substituída pelas I-Threes, um trio feminino composto pela esposa de Bob, Rita, além de Marcia Griffiths e Judy Mowatt.

Com o sucesso mundial  então embarcaram na sua maior turnê européia, quebrando recordes de público pelo continente. A agenda incluía um show para 100 mil pessoas em Milão, o maior da história da banda. Bob Marley & The Wailers eram a maior banda na estrada naquele ano e “Uprising” estava em todas as paradas da Europa. Era um período de máximo otimismo e havia planos para uma turnê na América na companhia de Stevie Wonder no final do ano.


Os últimos momentos
No fim da turnê européia Marley e a banda foram para os Estados Unidos. Bob fez dois shows no Madison Square Garden, mas logo após caiu sériamente doente. Três anos antes, em Londres, havia ferido o dedo do pé jogando futebol. O ferimento  tornou-se cancerigeno e, apesar de ter sido tratado em Miami, continuou a progredir. Em 1980, o câncer, na sua forma mais viral, começou a espalhar-se pelo corpo de Bob. Ele controlou a doença por oito meses, fazendo tratamento na clínica do Dr. Joseph Issels, na Bavária. O tratamento de Issels era controverso por usar apenas remédios naturais e não tóxicos e, por algum tempo, pareceu estabilizar a condição de Bob. Entretanto, repentinamente a luta começou a ficar mais difícil. No começo de maio ele deixou a Alemanha para voltar à Jamaica, mas não completou a viagem.

Bob Marley morreu num hospital de Miami na segunda-feira, 11 de maio de 1981. No mês anterior, Marley havia sido agraciado com a Ordem do Mérito da Jamaica, a terceira maior honra da nação, em reconhecimento à sua inestimável contribuição à cultura do país. Na quinta-feira, 21 de Maio de 1981, o Honorável Robert Nesta Marley O. M. recebeu um funeral oficial do povo da Jamaica. Após o funeral - assistido tanto pelo Primeiro-Ministro como pelo líder da oposição - o corpo de Marley foi levado à sua terra natal, Nine Mile, no norte da ilha.


Família Marley continua
O legado de Bob Marley continua pelo mundo todo, em cada banda de reggae que se forma, entre tantos artistos de diversos gêneros musicais que o homenageiam, além da sua música ser extremamente contemporânea e o reflexo disso são tantos jovens que 30 anos após sua morte ainda idolatram suas canções e pensamentos imortalizados.

No clã dos Marley's o ritmo não para e tem nos filhos Damian, Ziggy, Stephen, Julian e Kimany os encarregados de continuar a história entre a família e a música.

Créditos à Reggae Enciclopédia.
Texto adaptado por: Augusto Freire
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Winston Riley e Errol Scorcher

Duas baixas para o Reggae Mundial! Produtor e Deejay Jamaicanos Morrem no mesmo dia!

Winston Riley




Mais uma notícia triste para o reggae neste início de ano. Faleceu no dia 19/01/2012 o renomado produtor e compositor Winston Riley, dono do selo Techniques. Um dos produtores de maior sucesso da indústria, Winston Riley nasceu em 1946 em Kingston, na Jamaica. Riley começou como cantor em 1962, aos 16 anos de idade, quando formou o grupo The Techniques ao lado de Slim Smith. Nos anos seguintes, o grupo emplacou dois grandes hits na Jamaica com as faixas "Queen Majesty" e "You Don’t Care".

Porém, em 1968, Riley deixou o grupo e fundou o selo Techniques, e em pouco tempo ele se tornou um dos mais bem sucedidos Produtores jamaicanos. Entre os principais trabalhos como produtor, podemos destacar o LP "The Slackest", do deejay General Echo,lançado em 1979. Winston Riley também produziu inúmeros artistas de peso como Boris Gardiner, Alton e Hortense Ellis, Johnny Osbourne, Sister Nancy, Lone Ranger, Frankie Paul, Madoo, Buju Banton, Cutty Ranks, entre outros.

Após sofrer uma série de ataques, Winston Riley estava em coma desde o início de novembro do ano passado, quando foi atingido por um tiro na cabeça. O produtor acabou não resistindo e faleceu ontem (19/01), em um hospital de Kingston, aos 65 anos de idade.

Errol Scorcher





Quem também faleceu ontem (dia 19/01) foi o veterano deejay Errol Scorcher. Nascido Errol Archer, em Saint Catherine na Jamaica, no ano de 1956, ele ficou conhecido pelo hit "Roach In A De Corner", de 1979. Errol Scorcher trabalhou como deejay em diversos sound systems na década de 70, e lançou ao todo 4 álbuns e inúmeros singles, a maioria deles entre 1978 e 1983. Ele também lançou o próprio selo Scorcher, onde produziu seus próprios trabalhos e também outros artistas como Tony Tuff. Errol Scorcher tinha 56 anos de idade.


Fonte : Equipe Surforeggae

Morre King Stitt

O Adeus ao lendário jamaicano King Stitt, um dos pioneiros dos Sound Systems!


King Stitt, uma das maiores lendas da música jamaicana, um dos DJs pioneiros da época, começou sua carreira em 1956 no Sir Coxsone Downbeat Sound System (de Coxsone Dodd, também já falecido). Stitt foi um dos primeiros a gravar como DJ, rimando e improvisando sobre as bases das músicas, dando origem ao dito primeiro Rap da história.

O senhor de 71 anos, faleceu por causas ainda não informadas no dia 08/01/2012. A lenda esteve no Brasil em outubro de 2011 onde se apresentou na Festa Jamboree, que faz um ótimo trabalho ao trazer diversas lendas da fundação da música jamaicana, muitas infelizmente pouco conhecidas do grande público.
Fonte: Surforeggae

Morre Leonard Dillon


Pioneiro do reggae Leonardo Dillon morre na Jamaica

O líder da banda pioneira do reggae The Ethiopians morreu na Jamaica. Leonard Dillon tinha 68 anos.
Patrice Dillon, filha do músico, disse que o pai morreu na quarta-feira (28) em sua casa vítima de um câncer de pulmão e próstata.
Ela disse que Dillon foi diagnosticado com câncer em junho, e no início do ano retirou um tumor no cérebro.
Leonardo Dillon começou sua carreira nos palcos usando o nome de Jack Sparrow, no início dos anos 60. Ele gravou uma série de músicas de ska, incluindo “Bull Whip”, que tinha um jovem Bob Marley como backing vocal.
Dillon formou mais tarde o The Ethiopians, um trio cujos hits mais famosos são “Train to Skaville” e “Everything Crash”.
Dillon deixou sete filhos.

Fonte: UOL

In Memoriam: Lloyd Ricketts

Morre Lloyd Ricketts Vocalista do The Itals


Na última quinta-feira, dia 21/07, faleceu o cantor jamaicano Lloyd Ricketts, aos 63 anos de idade.
Após muitos anos longe dos palcos, Ricketts havia recém retornado a tocar com os antigos parceiros do grupo The Itals.
Mais uma notícia triste para os fãs de reggae. Faleceu na última quinta-feira (21/07) o cantor Lloyd Ricketts, um dos membros fundadores do trio vocal The Itals.
Ricketts tinha 63 anos de idade, e faleceu na Jamaica. As causas de sua morte ainda não foram divulgadas.
Ao lado dos vocalistas Keith Porter e Ronnie Davis, Lloyd Ricketts formou em meados dos anos 70 o grupo The Itals.
O grupo lançou muitos álbuns e singles de sucesso, como "Ina Dis Ya Time" e "Brutal Out Deh", entre outros.
Na metade final dos anos 80, Ricketts acabou sendo preso e, impossibilitado de viajar, foi substituído por David Isaacs.
David Isaacs acabou falecendo em dezembro de 2009, e novamente o trio vocal The Itals precisava ser remontado.

Keith Porter, Lloyd Ricketts e Ronnie Davis: The Itals original
Após mais de 20 anos sem conseguir obter um visto para tocar nos EUA, no início deste mês Lloyd Ricketts finalmente conseguiu se juntar aos antigos parceiros Keith Porter e Ronnie Davis.
Com a formação original dos Itals de volta, o grupo realizou duas apresentações em recentes festivais na América do Norte. Os três integrantes do grupo estavam bastante animados com a reunião dos membros originais do Itals, e já preparavam uma série de novos shows.
Mas quis o destino que Ricketts novamente ficasse de fora do The Itals.

In Memeriam: Lloyd Knibb

Mais Uma Baixa no Mundo do Regga,Ska, Falece o Lendário
Baterista Lloyd Knibb


De acordo com Informações de seu empresário, Ken Stewartm, o Baterista Lloyd Knibb
faleceu ontem vítima de um câncer. Segundo ele, Knibb morreu enquanto dormia.

Aos 80 anos, Lloyd Knibb era Membro Fundador dos Skatalites, e também serviu de banda de apoio para inúmeros Artistas na Jamaica.
A Banda Skatalites apresentou em São Paulo no dia 16/04/2011 na Virada cultural e fez o Show Magistral e um dos últimos do Baterista.

In Memoriam: Bob Marley

Morte de Bob Marley completa 30 anos e reggae perde força na Jamaica

Culto ao ídolo ainda é grande, mas mensagem política não é tão lembrada.Amigos do artista temem que cultura rastafári se torne apenas comercial.

O músico jamaicano Bob Marley, considerado o "rei do reggae", com mais de 200 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo, morreu em Miami no dia 11 de maio de 1981, 30 anos atrás. Mas, apesar das homenagens em todo o mundo, seu legado perde força em seu próprio país.

Os rastafaris de Zâmbia se reuniram em Lusaka para "celebrar a vida" do ídolo que se tornou "a voz dos desfavorecidos" do mundo inteiro. Sua música "continua mantendo uma unidade que vai além de credos, raças, cores, fronteiras e culturas", diz Brian Chengela, diretor da Jah Entrenainment.

Também serão realizadas na terça (11) apresentações transmitidas em programas de rádio ou televisão, como o documentário: "The Wailers: catch a fire", que mostra os bastidores da gravação deste álbum em 1972.

Trinta anos depois da morte do músico jamaicano, várias correntes musicais "apareceram a partir dos anos 1950, como o punk e o rock, que continuam existindo", explica a socióloga e pesquisadora da Universidade de Paris-Sorbonne, Anne Petiau.

Robert Nesta Marley ainda simboliza o protesto, a emancipação e a liberdade para muita gente de diferentes crenças, inclusive jovens, que descobriram a música de um astro que nasceu em um país pobre que era ouvida pelos pais e avós.

Os mais velhos "continuam ouvindo a música de sua juventude que (...) os faz voltar àquele tempo", segundo Petiau.

Em termos gerais, a voz e a espititualidade de Bob Marley - como parte da cultura rastafari, que o apresentava como o apóstolo da cannabis - transformaram o reggae na música dos desfavorecidos em vários lugares do mundo.

Assim é, por exemplo, na África, quando nos lembramos dos músicos Alpha Blondy e Tiken Jah Fakoli, um continente do reggae, como Bob Marley previa.

HistóriaO pai do reggae nasceu no dia 6 de fevereiro de 1945 em Rhoden Hall, perto de Nine Miles, na paróquia de Saint Ann (Jamaica), de mãe jamaicana e pai inglês (oficial da Marinha que o músico não conheceu).

Morou no gueto de Trenchtown, em Kingston, e, em 1962, gravou seu primeiro single "Judge Not", no qual formou a banda "The Wailers" com Peter Tosh e Bunny Wailer.

Em 1966 se mudou para os Estados Unidos por razões financeiras. Lá conheceu Mortimer Planno, um jamaicano de origem cubana que o ensinou parte da cultura rastafari.

Depois de voltar à Jamaica nos anos 1960, gravou seu primeiro álbum com os Wailers no início dos anos 70. "Catch a fire" e "Burnin" em 1973. Em 1974 gravou o primeiro álbum solo, "Natty dread". Depois vieram "Rastaman vibration" em 1976 e "Exodus" em 1977.

Em 1977, Bob Marley fez, com o "The Wailers", um grande show lendário durante o qual interpretou algumas músicas do álbum que acabava de gravar ("I shot the sheriff", "Lively up yourself", "Get up, stand up", "Jamming", "No woman no cry", "Exodus" e "War").

Bob Marley continuou gravando discos até o fim de sua vida. "Survival", em 1979, e Uprising, em 1980, foram os últimos.

Compromisso políticoHoje, o culto ao ídolo continua aquecendo a indústria da música, mas o compromisso político tende a se perder entre os jovens.

Nas ruas da capital da Jamaica, onde há um museu voltado para objetos e fotos do artista, a lenda de Bob Marley ainda é alimentada. Diariamente é oferecida uma excursão à Nine Miles, cidade natal do cantor, onde são vendidos suvenires de todos os tipos.

No entanto, o medo de que o artista se torne apenas mais um motivo comercial é o mesmo de que ele seja esquecido.

"Seu objetivo nunca foi comercial", explica o amigo Herbie Miller. "O dinheiro não era a principal motivação" de Bob Marley.

As músicas do pai do reggae já tocam pouco na Jamaica. Miller afirma que "o poder da Jamaica tenta suavizar" o lado comprometido de Bob Marley com as questões de liberdade e defesa dos oprimidos.

A Fundação Marley lamenta a "falta de eventos comemorativos dos 30 anos de morte do cantor", e afirma que sua música já não tem mais a mesma força.

Fonte http://g1.globo.com

In Memoriam: Smiley Culture


Smiley Culture é Morto em Batida Policial!

O cantor britânico do reggae Smiley Culture foi assassinado na noite de terça-feira (15) durante uma batida policial no sul da Inglaterra, e sua morte está sendo investigada pela Comissão Independente de Reclamações da Polícia. A comissão afirmou em comunicado que a polícia foi a uma casa em Warlingham para fazer uma prisão e enquanto estava lá "acredita-se que um homem sofreu uma facada e morreu no local."

"Analisaremos a forma como a prisão foi planejada, a maneira em que foi realizada e as ações de todos os oficiais que estavam presentes na hora do incidente", disse o comissário Mike Franklin. Em comunicado separado, a polícia disse que a batida fazia parte de uma operação em andamento, e que o homem que morreu tinha 48 anos.

Smiley Culture, cujo nome real era David Emmanuel, fez sucesso com sua música de 1984 "Police Officer", que falava justamente sobre o sentimento dos negros de serem mal tratados pela polícia.

In Memoriam: Jah Woosh

Morre Jah Woosh, mais um dos pioneiros e uma lenda das Sound Systems!


Neville Beckford, mais conhecido como Jah Woosh faleceu no último dia 20 de fevereiro aos 58 anos vítima de câncer nos ossos. Jah Woosh ficou conhecido primeiramente na Sound System de Prince Lloyd e lançou o seu primeiro álbum em 1974.

O artista que seguia o estilo de DJ/MC de sound system, fazia rimas em cima dos mais diversos riddims e apesar de não ter alcançado o status de outros grandes do gênero como U-Roy e Big Youth era muito respeitado. Além de ter lançado uma série de LPs de sucesso que inclui álbums como "Religious Dread" e "Chalice Blaze", Jah Woosh tinha um selo chamado "Original", pelo qual disponibilizou muitas obras essenciais de nomes como Bim Sherman e Freddie Mckay.

In Memeriam: Anthony Doyley


Morre Anthony Doyley, vocalista do clássico grupo Knowledge

O mês de fevereiro de 2011 vai ser lembrado por familiares e fãs por todo o mundo de grandes lendas do reggae. Além do grande DJ Jah Woosh, morreu no último dia 26 com 55 anos o cantor Anthony Doyley. Doyley ficou conhecido por ser um dos membros fundadores do grupo Knowledge, formado em 1974. O grupo era formado por Anthony Doyley, Delroy Fawlin, Earl MacFarlane, Michael Samuels e Michael Smith.

Apesar de não ter conquistado fama internacional, o grupo lançou dois grandes álbuns com o produtor e DJ Tappa Zukie e o produtor Roy Cousin. "Hail Dread" e "Stumbling Block" foram as duas maiores obras do grupo.

In Memoriam: O Adeus a Johnny B. Good

Luto: Morre um dos maiores Colaboradores do Reggae no Brasil, Johnny B. Good!




  Normalmente começamos o ano sempre com grandes novidades para o reggae, anúncios de grandes espetáculos, lançamentos... mas não em 2011. No Brasil, poucos colaboradores do reggae se destacaram tanto quanto João Carlos, ou para muitos, Johnny B. Good. Quem não conhece a famosa lojinha no coração de São Paulo? São mais de 20 anos dedicados à propagação da ideologia do ritmo, onde tantas bandas foram lançadas, onde tantos astros se envolveram e o reggae sempre se manteve vivo parte por esta pessoa.

Johnny sempre insistiu em patriar grandes álbuns de lendas como Israel Vibration, Gladiators, e, com o advento do CD e toda aquela qualidade impressionante, os regueiros do Brasil passaram a ter acesso, e muitos até a conhecer, o que a Jamaica tinha de melhor a oferecer. O apoio para as bandas sempre foi sua marca registrada, e entre tantas que tiveram a força da figura estão, nada mais nada menos que: Tribo de Jah, Planta e Raiz, Leões de Israel, Ponto de Equilíbrio, e muitas mais.

Neste triste dia, João Carlos sucumbiu ao câncer do qual lutava já a algum tempo. Esta enorme lacuna na cena reggae nacional jamais será preenchida, porém as bandas que foram OU NÃO ajudadas por Johnny, tem mais do que a obrigação de manter este legado. O reggae nacional perde hoje um de seus principais pilares de sustentação. 

Fonte: surforeggae

In Memoriam: O Reggae Está de Luto Por Gregory Isaacs

O Reggae Está de Luto Por Gregory Isaacs 

Gregory Isaacs nasceu dia 15 de Julho de 1951, no bairro de Fletcher’s Land, em Kingston. Desde menino trabalhou duro, acumulando uma extensa lista de profissões que incluiu temporadas como marceneiro, tratador de cavalos, eletricista e pintor de painéis e cenários teatrais. Segundo seus velhos amigos, ele foi o primeiro a ter um carro e a montar uma loja de discos entre os jovens da vizinhança. Vizinhança que também abrigava algumas estrelas de primeira grandeza do showbizz jamaicano, como o ’Mr. Rock Steady’ Ken Boothe, o trio The Melodians e o melodioso Slim Smith. O jovem Gregory freqüentava os ensaios de todos eles e ainda ouvia atentamente às vozes de Sam Cooke e Brook Benton que chegavam pelo rádio. Foi a partir dessas influências que ele forjou seu estilo único, mixando a malemolência jamaicana com o vocal inspirado da soul music.

No início dos anos 70 ele iniciou sua vitoriosa carreira solo trabalhando com um dos manda-chuvas do vinil na Jamaica, Alvin Ranglin. Mas sua busca por independência o levou a fundar um selo próprio de gravação, o African Museum, também o nome da sua loja e quartel-general. Isso não o impediu de gravar com outros outsiders da cena musical, como Lee Perry e Sly & Robbie. Com eles Gregory lsaacs realizou algumas das obras-primas que consolidaram sua identificação com o público (leia mais sobre a discografia de Gregory na página Do RootsGregory ao TecnoGregory).Sua enorme popularidade na pátria do reggae só se compara à que alcançou em terras brasileiras, mais precisamente no Maranhão (1), onde se apresentou ao lado da banda Tribo de JAH em 91.

O complicado arranjo do jogo amoroso é certamente o tema mais explorado por Gregory, destacando-se a vasta porção dedicada aos dissabores e pequenas alegrias da solidão. Mas a realidade jamaicana e a força da mensagem rasta também têm seu lugar em canções como "The Border", "Mr. Cop" e "Opel Ride". A crueza da vida nas ruas também não é estranha a Gregory lsaacs: "Quando se vive sob certas condições, tudo pode acontecer a você", conforma-se. Assumindo seu lado Bezerra da Silva, ele confirma que já fez meia centena de ’passeios de Opel’, marca dos carros de polícia na ilha: "Quase sempre por dirigir sem licença ou posse de ervas ilegais", esclarece. Nessa hora uma pequena multa resolve o problema, mas nos casos de porte de arma a coisa é mais séria.

As rígidas leis jamaicanas sobre armas de fogo já o botaram no xadrez por alguns meses. Mas Gregory se defende: "Quando te acusam uma vez por porte de arma e você é culpado, é fácil para eles acusarem você outra vez e mais outra por isso e mesmo sendo inocente ninguém acredita. (... ) Não lido com o crime". Gregory conta ainda que os policiais costumam provocá-lo e às vezes tentam extorquir alguma grana. Na prisão ele conviveu com todo o tipo de gente, estudou bastante e passou em revista a sua vida. Acabou por transformar essa experiência em novos clássicos do reggae, como "Days of Penitentiary", "Condemned" e muitos outros.

Os problemas com a polícia e o envolvimento com drogas mais pesadas nos anos 80 deram margem a todo tipo de boato. Gregory conheceu então o pior lado da popularidade: "As pessoas em geral adoram falar mal de quem não conhecem e não conseguem entender. Elas sempre acreditam no mal que lhes contam e duvidam do bem. (...) Quanto às drogas, são as armas mais devastadoras. Foram o maior erro que cometi".

Este bem de que alguns duvidam está, por exemplo, na forma como Gregory ajuda sua comunidade. Os moradores do gueto o procuram a toda hora com diversos pedidos: "Grande parte do que ganho com meu trabalho serve para ajudar a todas essas pessoas que precisam de assistência. (... ) Por isso a maior alegria para mim é a festa anual que fazemos no Orfanato de Maxfield no dia 7 de janeiro. Meus garotos e outras crianças da comunidade juntam cadernos, pincéis e materiais e doam para eles. Já doei um carro e várias cadeiras de rodas. (... ) Se estou vivo até hoje é porque procuro fazer o que é certo". Gregory também cumpre sua obrigação de amparar os filhos que teve com várias mulheres. Sua sintonia com o homem jamaicano é total: "Eu represento o povo. Fazer o povo feliz é me fazer feliz", conclui.

O homem das mil faces que se recusa enquadrado pela sociedade parece ter amadurecido. Continua a trabalhar febrilmente, mas sem cair nas armadilhas que muitas vezes seu estilo de vida lhe pôs pelo caminho. Seja o Gregory sedutor ou o solitário, seja o solidário ou o malandro, seja o formiga ou o cigarra, será sempre lembrado como um dos grandes responsáveis pela excelência da musical arte jamaicana.

 Fonte: Massive Reggae

Sugar Minott




O Cantor Produtor de reggae Sugar Minott, de 54 anos, morreu no último sábado (10), no Hospital Universitário de West Indies, em Kingston, capital jamaicana.
De acordo com o site de notícias "Yahoo! News", o anúncio foi feito pela esposa do músico, Maxine Stowe, que não revelou a causa da morte.
Há dois meses, Minott havia cancelado apresentações no Canadá por causa de dores no peito.
Nascido em Kingston, Lincoln Barrington Minott começou a carreira no fim dos anos 60, ainda na adolescência, como membro do trio de reggae African Brothers. Nos anos 70, lançou-se como artista solo, e gravou canções como "Vanity" e "Mr. DC". Em 1981, teve seu primeiro sucesso com "Good thing going", cover do grupo Jackson Five, que chegou ao quarto lugar na parada de sucessos do Reino Unido naquele ano.
Minott também ficou conhecido por investir em jovens talentos, como Junior Reid e Tenor Saw, em seu selo Black Roots, da companhia Youthman Promotion.
Mais recentemente, participou de alguns dos trabalhos do projeto Easy Star All-Stars, os álbuns "Radiodread" (versão dub para o disco "OK computer", da banda Radiohead) e "Easy Star's Lonely Heart's Dub Band" (que homenageia a obra-prima dos Beatles também com versões dub e reggae).
"New day", novo álbum de Minott, tem lançamento previsto para as próximas semanas.


Fonte G1 Globo.com

In Memoriam: O Reggae está de Luto

DJ Bruxo é assassinado a tiros na Jatiúca.  AL

Ele foi atingido com um tiro na mão e outro no peito; autor do crime fugiu sem ser identificado 

O DJ Tárcio Leite de Lima, 30, conhecido como 'DJ Bruxo', foi assassinado a tiros, na madrugada deste sábado (17), próximo a um Mercadinho na rua Santa Fernanda, Bairro da Jatiúca, em Maceió.
De acordo com informações do Boletim de Ocorrências da Polícia Militar, o DJ foi atingido com dois tiros, sendo um na mão e outro no peito esquerdo. Uma guarnição do Instituto de Criminalística foi até o local para as primeiras diligências. O Instituto Médico Legal recolheu o corpo.
O autor do crime fugiu sem ser identificado e tomou destino ignorado.

O Reggae nacional perde "Kata"

O Reggae nacional perde "Kata", vocalista da banda Principe Messias!

Na última madrugada do dia 8 de dezembro, o reggae nacional perde mais um de seus grandes talentos. Vocalista da banda Príncipe Messias, Carlos "Kata" ficou conhecido por sua forte presença de palco e carisma, além da passagem pelo programa ASTROS do SBT, no qual obteve aprovação unânime (ver vídeo abaixo). No verão, a banda Príncipe Messias iria fazer uma tour pela região sul e, para pesquisar estadias, Kata e seu produtor se dirigiram para Florianópolis. No retorno, um acidente de carro fez Carlos "Kata" vítima fatal. A banda Príncipe Messias era nome confirmado no dia 11 de Dezembro com The Congos, no Kazebre. A equipe Surforeggae deixa seus sinceros sentimentos a todos os fãs, amigos e familiares.

Fonte Surforeggae

O adeus a Roy Shirley

O adeus a Roy Shirley: O reggae mundial perde mais um dos seus veteranos!



Autor de um dos maiores clássicos do Rocksteady - "Hold Them", o cantor Roy Shirley seguiu para Zion na última quinta-feira, 17 de julho de 2008. Roy, nascido em 1944 e batizado por Ainsworth Roy Rushton Shirley foi um dos fundadores do trio vocal "Uniques", grupo de grande destaque no final dos anos 60.

Roy Shirley estava morando na Inglaterra desde 1973, onde fundou a British Universal Talent Development Association (Associação de Desenvolvimento Universal de Talentos Britânica), com o objetivo de dar apoio a novos ídolos que estariam por surgir. Conhecido por ser uma pessoa muito bondosa e que sempre procurou ajudar o próximo, Roy sempre se destacou por trabalhar com grandes produtores jamaicanos como Joe Gibbs e Prince Buster.

Perda no reggae nacional

Perda no reggae nacional: Tonho Gebara, guitarrista do Natiruts, morre vítima de ataque cardíaco!


O guitarrista da banda de reggae Natiruts, Tonho Gebara, faleceu no último dia 29 de fevereiro vítima de um ataque cardíaco. Ele já estava doente, mas apresentava sinais de melhora quando a notícia pegou a todos de surpresa. Kiko, ex-guitarrista da banda, até assumiu seu lugar enquanto aguardava a melhora do amigo. Tonho Gebara era mais conhecido por ser o atual guitarrista da banda Natiruts. 

Gebara foi indicado por Kiko para assumir o posto de guitarrista porque estava seguindo rumo à carreira solo. Tocando guitarra desde cedo, Tonho foi chamado para fazer parte de alguns outros grupos, cada um com um estilo diferente. Passou pelo rock, pelo jazz, e no reggae tocou nas bandas Medusas Dread, com o irmão Tandi, e Tafari Roots. Mas o trabalho de Tonho não se restringe aos arranjos, ele é responsável também por várias das letras dos grupos por onde passou, inclusive "Bob Falou", uma das músicas mais conhecidas do Natiruts.

Se aventurou gravando um cd solo chamado "Impar", onde foi além. "Impar", pode até ser chamado de uma colcha de retalhos, afinal as influências do guitarrista eram muitas, é só vermos os trabalhos anteriores. Mas no lugar de ser um trabalho inconsistente, mostra que os retalhos foram "bem costurados", pois acabou funcionando como uma radiografia da encruzilhada que a nossa MPB vivia no momento. 

As letras de Tonho tratavam do cotidiano, principalmente falando de relacionamentos, dos problemas da transição entre a juventude a idade adulta, de amores perdidos, amizade, lealdade e morte. Mas o que chamava a atenção era o formato das canções. Segundo Tonho, a idéia original era fazer músicas apenas com compassos impares, 7/8, 3/4 etc. algo um tanto incomum no pop brasileiro, mas a idéia foi se diluindo quando outras composições, estas em compassos mais comuns, acabaram se destacando como boas músicas. 

Mesmo assim, os entendidos em composição musical se deliciaram com as "experimentações" feitas por Gebara. O Natiruts e seus fãs não só perdem um excelente profissional, mas acima de tudo um grande amigo e companheiro. O corpo será velado na Santa Casa de Botafogo, no Rio de Janeiro.
Fonte Surforeggae